21 Julho, 2006

Estatisticas


80% dos jovens portugueses não usam preservativo

Oitenta por cento dos jovens portugueses não usam preservativo e quarenta por cento recorrem a sexo pago regularmente, indicam dois estudos apresentados hoje.
Durante um seminário sobre «Os jovens e a sexualidade», organizado pelo Instituto Português da Juventude, que decorreu hoje na Gulbenkian, em Lisboa, foram apresentados dados recentes sobre sida e comportamentos de risco dos jovens.
De acordo com um trabalho realizado pelo sociólogo Fausto Amaro sobre percepção de riscos, atitudes e comportamentos dos portugueses perante a Sida, divulgado no início de 2004, 80 por cento dos jovens não usam preservativo e 60 por cento acha que o VIH se apanha nos serviços de saúde.
O mesmo estudo revela ainda que 40 por cento dos jovens recorrem regularmente ao sexo pago, 60 por cento dos quais sem usar preservativo.

Universitários com comportamentos de risco

Um rastreio realizado pela Comissão Nacional de Luta Contra a Sida
(CNLCS) a cerca de 5 mil pessoas, entre Março e Maio de 2004, concluiu
que «os jovens universitários portugueses têm comportamentos de risco
nas relações sexuais».
Dos jovens inquiridos, 83,4 por cento já tiveram relações sexuais (5,7 por cento antes dos 15 anos) mas apenas 46,1 por cento recorreram ao preservativo.
Questionados sobre se usaram protecção no último contacto sexual,
quase 40 por cento respondeu negativamente, sendo que 18 por cento dos inquiridos afirmou ter múltiplos parceiros, o que agrava o risco de contágio pelo VIH.

Portugal com pior problema de sida da UE
Em 2003, Portugal era, segundo a ONU, o país da União Europeia (UE)
com o pior problema de sida e com o maior número relativo de jovens infectados.
Ainda de acordo com a ONU, no mesmo ano Portugal era o segundo
país da EU com maior percentagem de mães adolescentes, o que
correspondia a dois por cento do total de jovens entre os 15 e os 19 anos.

03 Março, 2006

Horas roubadas...

"Uma hora dada na noite de Sábado. Uma hora roubada em todos os dias dourados do fim-de-semana. Confesso que durante a semana me é igual – deixem as criancinhas sair de casa com luz que eu já não veria nenhum vestígio do sol ao sair do trabalho de qualquer forma. Mas ao fim-de-semana custa-me. Custa-me pagar caro as manhãs de preguiça ao ver a seguir ao almoço o ocaso já avançado. Custa-me fechar-me em casa às 18h00 porque já é noite. Custa-me o fim-de-semana que parece acabar antes e os Sunday blues que invadem mais cedo os que me rodeiam. Os senhores burocratas roubam-me assim o tempo sem apelo, como quem aumenta o IRS nas reformas de quem já não espera surpresas. Fiquem lá com a vossa colecta de luz."

Pensamentos sobre DST

"Ela cai. Ora em pequenas gotículas borrifadas sobre as folhas, ora em grossas bátegas desabando do céu. Cai em pranto contido durante tanto tempo, com o céu marcado pela dor reprimida. Cai em alívio dos céus e da terra como se a alma já não pudesse mais aguentar sem rebentar. Cá em baixo a mesma ânsia e alívio marca o chão, essa terra ressequida e vincada de rugas, encrostada e quase estéril. A água escorre por cima dessa pele curtida, e pouco a pouco entra-lhe pelos poros, ressuscitando-a. A terra bebe como um errante no deserto, primeiro apenas capaz de humedecer os lábios e finalmente sorvendo avidamente a vida restituída. As raízes desesperadas reencontram alento e o coração das árvores retoma o seu pulsar. As cinzas são lavadas das paisagens do sofrimento do fogo e o ciclo reinicia-se."

Sexo, amor e relações sexuais


O sexo é uma coisa poderosa. As pessoas que realizam filmes, vídeos, revistas e discos usam o sexo para engrossar os seus lucros. Ganham muito dinheiro usando fantasias sobre homens e mulheres tendo sexo sem consequências. Grandes fantasias! O único tipo de sexo que não tem consequências sérias conhecidas é a masturbação.
A verdade é que há muitas vezes consequências quando se tem sexo com alguém. A gravidez e as doenças sexualmente transmissíveis (DST) não são as únicas. Há também muitas consequências emocionais. A verdadeira marca de um homem é o seu desejo de lidar com as consequências das suas decisões. Todas elas.

Conhecimentos e atitudes em escolas de ensino médio


O numero de pessoas contaminadas com DSTs vem aumentando muito em todo o mundo devido a ampla liberação sexual, sendo muitas vezes confundida com promiscuidade. Uma das mais graves DSTs é a causada pelo vírus HIV. Estão sendo realizadas varias pesquizas na tentativa do combate à epidemia, porem esta comprovada que a única maneira eficaz de se combater esta doença é a prevenção . Em vista disso, surgiu a vontade e também a oportunidade de trabalharmos junto a adolescentes estudantes de escolas do ensino médio, para que possamos identificar fatores que influenciam ou impedem as mudanças de comportamento referentes a sexualidade, objetivando a adoção de medids de prevenção contra as DSTs. Utilizando um questionário bem como recursos audiovisuais e distribuição de preservativos.

Ser um Homem


"Ser homem não é fácil. Há que tomar muitas decisões sobre a escola, carreira, estilo de vida, drogas, amor e sexo. Uma das escolhas que um homem fará enquanto homem é acerca do sexo. Ninguém pode tomar essa decisão por si. A masculinidade e sexualidade têm muito a ver uma com a outra. Mas ser homem e ter sexo não são a mesma coisa. Há rapazes que escolhem ter sexo com frequência e há outros que escolhem, simplesmente, não ter."

DST-GRAVE PROBLEMA DA SAÚDE PUBLICA


"A função do médico é divertir o paciente...
enquanto a doença segue seu curso..."
Voltaire



As Doenças Sexualmente Transmissíveis - DST - constituem um grave problema de saúde pública, devido à sua grande magnitude, devido à dificuldade das pessoas identificarem seus sintomas e também de terem acesso ao tratamento correto.
Para que todo esse quadro seja mudado, é fundamental que todas as pessoas tenhan acesso ao diagnóstico precoce e tratamento adequado de todas as DSTs. É direito inalienável de todas as pessoas o tratamento gratuito, o qual está disponível nos centros de saúde, hospitais e maternidades especializadas.
Os sonhos da LIGA DE COMBATE ÀS DST'S são, em primeiro lugar, fornecer um atendimento de qualidade aos portadores do HIV e, em segundo lugar, fornecer bases para que os alunos da FACULDADE DE MEDICINA DE RIBEIRÃO PRETO - USP, tenham uma maior liberdade e segurança ao lidarem com pacientes soropositivos para o HIV. Os soropositivos têm o direito de serem tratados como qualquer outro paciente, e é isto que esta LIGA deseja alcançar.

RISCO RELATIVO NAS PRÁTICAS SEXUAIS

Sem risco – abstinência, parceiro(a) único(a) ambos HIV negativo, masturbação sem cortes nas mãos, toques sem penetração, beijos no rosto.


Baixo risco – relação anal/vaginal com camisinha, beijo na boca, sexo oral sem sorver esperma, contato com urina com cortes/lesões.


Médio risco – sexo oral sorvendo esperma, sexo oro-vaginal, uso dos mesmo objetos sexuais no ato.


Alto risco - relações com múltiplos parceiros, sexo anal/vaginal com parceiro/a infectado sem camisinha, contato da mão sem proteção no ânus, ducha oral anal.

vulnerabilidades da mulher face ás DST's


Historicamente “cuidadora”, a mulher que não está informada sobre doenças de transmissão sexual coloca-se em situações de risco, e torna-se vulnerável sob vários aspectos, considerando sempre em primeiro lugar o desejo ou o prazer do outro, em detrimento do próprio entendimento do que seria desejável para si. Entretanto, as entrevistas e acompanhamentos cotidianos sugerem-nos outras possibilidades, nomeadamente o pressuposto de que mesmo desejando cuidar de si, e de posse das informações e insumos para tal, a mulher poderá abdicar da prevenção de forma consciente, tendo clara a ideia de que corre riscos de contaminação por HIV ou outra DST. Somos colocados diante do fato de que mulheres esclarecidas quanto às formas de transmissão, com possibilidade de acesso aos métodos de prevenção, optam por não utilizá-los.

Dúvidas pertinentes


Posso estar contaminado sem ter nenhum sintoma?

Sim, é mais comum que as mulheres tenham a doença sem apresentar nenhum sintoma. No homem também é possível, mas menos freqüente. Por isso é necessário, na dúvida, fazer exames que ajudarão no diagnóstico.

02 Março, 2006

Como orientar no caso de suspeita de DST?

Como orientar no caso de suspeita de DST?
Você também pode orientar uma pessoa com suspeita de DST da seguinte maneira:
-Pedir para a pessoa procurar o serviço de saúde da sua cidade o mais rápido possível;
-Estimular a pessoa a fazer o tratamento até o fim e seguir as recomendações do profissional de saúde, médico ou enfermeiro, até a cura completa, para evitar complicações ou contrair outras DST;
-Orientar a pessoa para que evite a atividade sexual até a certeza de estar curada. Se isso não for possível, a pessoa deve usar preservativo em todas as relações sexuais, para diminuir o risco de transmissão;
-Falar com o(a) parceiro(a) ou parceiros(as) sexuais para procurarem também um serviço de saúde, mesmo que não tenham sintomas ou sinais de DST.
Em relação às mulheres, algumas outras orientações devem ser dadas:
Toda mulher, que tem atividade sexual, deve fazer exame ginecológico, pelo menos uma vez por ano, e o exame de prevenção do cancro do colo do útero, repetindo esse exame periodicamente conforme a orientação do médico ou enfermeiro. Só o exame ginecológico pode descobrir sinais de DST na vagina e no colo do útero.

Orientação na suspeita de DST's

Você também pode orientar uma pessoa com suspeita de DST da seguinte maneira:

Pedir para a pessoa procurar o serviço de saúde mais próximo o mais rápido possível;
Estimular a pessoa a fazer o tratamento até o fim e seguir as recomendações do profissional de saúde, médico ou enfermeiro, até a cura completa, para evitar complicações ou ser contagiado por outras DST´s;
Orientar a pessoa para que evite a actividade sexual até a certeza de estar curada. Se isso não for possível, a pessoa deve usar preservativo em todas as relações sexuais, para diminuir o risco de transmissão;
Falar com o(a) parceiro(a) ou parceiros(as) sexuais para procurarem também um serviço de saúde, mesmo que não tenham sintomas ou sinais de DST.

Em relação às mulheres, algumas outras orientações devem ser dadas:
Toda mulher, que tem actividade sexual, deve fazer exame ginecológico, pelo menos uma vez por ano, e o exame de prevenção do cancro do cólo do útero, repetindo esse exame periodicamente conforme a orientação do médico ou enfermeiro. Só o exame ginecológico pode descobrir sinais de DST´s na vagina e no colo do útero;
Toda gestante tem que fazer o pré-natal. O pré-natal bem feito pode descobrir doenças ou outros problemas de saúde, inclusive as DST's. Algumas DST's têm consequências muito graves para a mãe e para o bebé, como é o caso da sífilis e da Sida.

Meios para lidar com as DST na Saúde


Saúde distribui manuais sobre DST para profissionais de saúde
Fonte: Programa Nacional de DST/Aids
O Ministério da Saúde, por meio do Programa Nacional de DST e Aids, lança o manual "Controle das Doenças Sexualmente Transmissíveis", destinado a auxiliar profissionais de saúde na abordagem ao portador de DST. Com eleserá possível fazer o diagnóstico por meio de fluxogramas de fácil compreensão, e definir o tratamento dessas doenças. A publicação tem dois formatos: tradicional (papel A4) e de bolso. A versãoampliada tem tiragem de 60 mil exemplares e está na quarta edição. Já aversão reduzida, que está na segunda edição, foram produzidos 150 milexemplares. Os manuais serão distribuídos a partir de 23 de fevereiro paracoordenações estaduais e municipais de DST e Aids, sociedades deespecialidades médicas, programas de Saúde da Mulher e de Saúde da Família,universidades e bibliotecas.Com as dimensões de uma fotografia (10 cm X 15 cm), o manual de bolso cabeno jaleco de médicos e enfermeiros, permitindo que esteja à mão paraconsulta quando necessário. As publicações apresentam temas como aimportância do diagnóstico precoce, tratamento imediato do paciente e desuas parcerias sexuais, bem como a prevenção das DST em vítimas de violênciasexual e hepatites virais. Referência - O objetivo é padronizar procedimentos e tratamentos, oferecendoalternativas com baixo custo, sem a obrigatoriedade de exames laboratoriaiscomplexos e demorados. Dessa forma, evita-se problemas como a resistênciabacteriana, o diagnóstico incorreto e as complicações do manejo inadequadodas DST, quebrando a cadeia de transmissão e auxiliando o profissional a tersegurança em suas condutas. A revisão e atualização dessas publicações atendem a uma demanda dosprofissionais de saúde, que buscam uma referência do Ministério da Saúdepara diagnóstico e tratamento das DST, além de qualificar o atendimento.Outra função é disponibilizar as fichas de notificação compulsória dagestante com sífilis, da sífilis congênita, da aids e da criança exposta aoHIV para que os profissionais façam o registro dos casos no país. As doenças sexualmente transmissíveis estão entre os problemas de saúdepública mais comuns em todo o mundo, com uma estimativa de 340 milhões decasos novos por ano, segundo a Organização Mundial da Saúde. Estudos apontamque as DST aumentam em até 20% as chances de uma pessoa adquirir o vírusHIV.Os manuais estão disponíveis no site www.aids.gov.br;, em Documentos e Publicações e Área técnica/DST.Outras informações podem ser obtidas pelo e-mail: g-dst@aids.gov.br.

Quais são as consequências das DST's?

Quando não são tratadas adequadamente, as DST podem causar sérias complicações, para além do risco de ser contagiado com outras DST, inclusive o vírus da Sida.

As complicações são:
Esterilidade no homem e na mulher;
Inflamação nos órgãos genitais do homem, podendo causar impotência;
Inflamação no útero, nas trompas e ovários, podendo complicar ou evoluir para uma infecção em todo o corpo, o que pode causar a morte;
Mais probabilidade de ter cancro no colo do útero, no pênis e no ânus;
Nascimento de prematuros ou com malformações congénitas ou mesmo morte fetal.

Sinais e sintomas das DST's

Úlceras (Feridas)
As úlceras são feridas arredondadas e avermelhadas que aparecem no lugar onde o germe causador da doença penetrou. A pessoa pode ter uma ou mais feridas de tamanhos diferentes, que podem doer ou não. Algumas feridas se iniciam por pequenas bolhas.
Nos homens as feridas são mais visíveis. Nas mulheres, pelo fato de seus órgãos genitais serem mais internos, poderá ser mais difícil perceber as feridas. As feridas chegam a aumentar em 18 vezes o risco de infecção pelo vírus da AIDS.

O que são as DST's?

DST's (Doenças Sexualmente Transmissíveis) são um grupo de doenças que são transmitidas de pessoa para pessoa, principalmente através de relações sexuais, quando uma dessas pessoas ou ambas estão infectadas. Exemplo de DST: sífilis, gonorréia (blenorragia), cancro, condiloma (verrugas), candidíase (corrimento), AIDS, etc.
Qualquer pessoa com actividade sexual, se não tiver cuidado, pode apanhar uma DST, pois são doenças transmitidas através da relação sexual.

A forte ligação entre a SIDA e a pobreza..


Mais de mil milhões de pessoas no mundo vivem com menos de um dólar por dia. Mais 2,7 mil milhões tentam sobreviver com menos de dois dólares por dia. A pobreza no mundo em desenvolvimento vai, no entanto, mais além da privação de rendimento. Significa ter de caminhar mais de 1,5 quilómetros todos os dias, apenas para ir buscar água e lenha; significa sofrer de doenças que, nos países ricos, foram erradicadas há décadas. Todos os anos, morrem onze milhões de crianças, a maioria das quais com menos de cinco anos; e mais de seis milhões morrem devido a causas totalmente evitáveis como a malária, a diarreia e a pneumonia. Em alguns países extremamente pobres, menos de metade das crianças frequentam o ensino primário e uma percentagem inferior a 20% passa para o ensino secundário. No mundo inteiro, 114 milhões de crianças não recebem instrução sequer ao nível básico e 584 milhões de mulheres são analfabetas.Mais de 50% dos africanos sofrem de doenças de vector hídrico como a cólera e a diarreia infantil.
Todos os dias, o VIH/SIDA mata 6000 pessoas e 8200 pessoas são infectadas por esse vírus mortal.
Em cada 30 segundos que passam, uma criança africana morre devido à malária – ou seja, morrem por ano mais de um milhão de crianças.
Todos os anos, aproximadamente 300 a 500 milhões de pessoas são infectas pela malária. Aproximadamente três milhões morrem da doença.
A tuberculose é a principal causa de morte relacionada com a SIDA e, em algumas zonas de África, 75% das pessoas seropositivas também sofrem de tuberculose.

Quais são as doenças mais frequentes num doente com sida?


A tuberculose é uma das doenças infecciosas mais frequentes em Portugal e, em muitos casos, afecta a pessoa infectada com VIH. É uma doença contagiosa, pode infectar outras pessoas, mas existe tratamento. Dado que a bactéria da tuberculose pode desenvolver resistência aos medicamentos e estes deixarem de fazer efeito, é importante que não falhe nem interrompa o tratamento.

Epidemiologia da infecção VIH e SIDA em Portugal


NA evolução histórica das doenças infecciosas, cada época do mundo ocidental é caracterizada pela maior prevalência de uma determinada doença infecciosa. Não só para os epidemiologistas como para tantas outras áreas científicas, a Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (SIDA) será sem dúvida a que ficará associada às duas últimas décadas do Século XX. A SIDA, reconhecida pela primeira vez nos Estados Unidos da América em 1981 constitui hoje um dos problemas dominantes em Saúde Pública em Portugal.Cada país, cada região ou continente apresenta vários padrões epidemiológicos, caracterizados pela forma de transmissão predominante e por subgrupos populacionais com taxas de incidência diferentes. Estes aspectos devem ser considerados ao identificar grupos alvo, ao estabelecer prioridades, ao avaliar e ajustar as intervenções. Existem muitas lacunas no conhecimento epidemiológico assim como de factores locais que favorecem a disseminação deste vírus.Os factores de maior importância, nos últimos cinco anos, na modificação dos padrões epidemiológicos do vírus da imunodeficiência humana (VIH) correspondem, em primeiro lugar, à utilização de antiretrovíricos e profilaxia das infecções oportunistas, em países com recursos adequados, e em segundo lugar, a influência de alguns aspectos sociais (comportamentais), nem sempre tidos em consideração durante a primeira década da pandemia.A generalização das situações epidemiológicas oculta complexidades substanciais intra e inter países, incluindo na própria Região Europeia da Organização Mundial de Saúde, constituída por mais de 50 países.Em Portugal, o número de casos de infecção VIH e SIDA notificados durante o ano 2000 foi superior em 34% ao mesmo período do ano anterior. A 30 de Setembro de 2001, registavam-se 10016 casos assintomáticos de infecção pelo VIH e 8455 casos de SIDA, num total de 18471 casos notificados. A transmissão parentérica e sexual (heterossexual) constituem as principais formas de transmissão do VIH, em que os casos referindo “toxicodependência” como principal factor de risco correspondem a 50% do total de casos de SIDA notificados e 27,4% correspondem à transmissão heterossexual.
Não é possível estabelecer projecções da epidemia a longo prazo: conhecemos os seus aspectos principais nos primeiros dez anos, desenvolveram-se fármacos específicos nos cinco anos seguintes e administram-se estes a indivíduos residentes em países que lhes tinham acesso. Observamos hoje os efeitos desses fármacos na modificação do padrão epidemiológico da epidemia de VIH / SIDA, sobretudo nos países de maiores recursos, mas apesar do conhecimento de numerosos factores que determinam os aspectos epidemiológicos de maior importância, é incerta a sua evolução sem se conhecer melhor os aspectos comportamentais que a influenciam. No entanto, se a diminuição do número de casos de SIDA é previsível pelo efeito da acção da terapêutica, não é possível admitir a diminuição do número de novas infecções pelo VIH no próximo ano.

Quais são as pessoas potencialmente mais vulneráveis?

Quais são as pessoas potencialmente mais vulneráveis?


As pessoas sexualmente activas que têm relações sexuais não protegidas: Os jovens, por terem relações espontâneas e apreciarem as frequentes mudanças de parceiros, são o grupo mais vulnerável, excepto se procurarem manter relações sexuais protegidas (preservativo) desde o início da relação. As drogas injectáveis são utilizadas sobretudo por esta faixa etária e, no trocar de seringas e agulhas, pode estar também o perigo de contaminação.De acordo com dados recentes, a comunidade de homens que têm sexo com homens passou de grupo mais afectado no início da epidemia (década de 80) à terceira categoria de transmissão, em Portugal. No entanto, dados internacionais revelam um aumento da infecção junto desta comunidade, pela diminuição das adopção de práticas sexuais seguras.


A propagação do VIH junto das pessoas que se prostituem e indivíduos que recorrem ao sexo pago: Trata-se de uma população com grande mobilidade, sobretudo imigrante e, muitas vezes, em situação irregular no país. A presença de problemas de toxicodependência também é comum. Há ainda a considerar o receio da discriminação por parte dos profissionais de saúde que, com frequência, não estão preparados para lidar com populações com estilos de vida considerados socialmente desajustados, dificultando assim, o acesso das prostitutas e prostitutos aos centros de saúde.


As populações móveis: por exemplo, camionistas de longo curso, trabalhadores sazonais, operários da construção civil e militares, podem adoptar comportamentos de risco, fruto da vulnerabilidade psíquica e económica provocada por prolongadas e frequentes ausências do seu meio.


Os utilizadores de drogas injectáveis: Contudo, apesar da situação ser ainda preocupante, os indicadores parecem apontar para a inversão da tendência crescente que se verificou até 1999.

A população prisional: também está amplamente infectada. De acordo com um relatório do Provedor da Justiça sobre o Sistema Prisional, de 2003, e especificamente no que concerne ao VIH, cerca de 14 por cento da população reclusa está infectada.

Minorias e migrantes: A epidemia da sida já mostrou que todos têm de se prevenir homens, mulheres, casados ou solteiros, jovens e idosos, todos, independentemente da cor, raça, situação económica ou orientação sexual.

Comunicação entre pais e filhos..


Para com bater a epidemia de HIV entre os jovens, é preciso aproximar-se não só dos próprios jovens mas também daqueles que os influenciam. Os pais e outros familiares podem ajudar a evitar o HIV entre os jovens. Além disso, os programas de prevenção do HIV podem tentar uma aproximação muito maior com os homens, tanto adolescentes como adultos, que geralmente assumem um papel dominante nas relações sexuais com mulheres jovens. Para enfrentar os desafios do HIV é preciso também alcançar os milhões de jovens vulneráveis que se encontram à margem das economias e sociedades. Ao permitir que os próprios jovens planeiem e coloquem em prática os programas de prevenção do HIV, estes terão mais hipóteses de atender às necessidades dos jovens.
A comunicação entre os pais e filhos sobre o sexo é geralmente difícil. Tanto uns como os outros podem não se sentir à vontade para falar de sexo, passando a evitar o assunto.Na África do Sul, mulheres adolescentes disseram ter medo de conversar com os pais sobre sexo. Em Zimbábue, os jovens declararam que a comunicação com os pais sobre sexo é geralmente unilateral, resumindo-se geralmente as advertências dos pais quanto aos perigos do sexo. No México, os jovens relataram também barreiras à comunicação tais como a falta de tempo, o facto de não se darem bem com os pais, e a falta de confiança em no que diz respeito aos seus conselhos. Em muitas sociedades, os pais tradicionalmente não discutem sexo com os filhos. Este papel é muitas vezes preenchido por avós, tias e tios. Mas agora, com as mudanças por que passam muitas sociedades tradicionais, os pais têm que enfrentar o desafio de discutir com seus filhos a questão do HIV e do sexo em geral.

Como se Transmite o VIH?

Como se Transmite o VIH?

Através de sangue, secreções sexuais e da mãe infectada para o filho. Para que não fique com dúvidas vamos falar-lhe de cada uma destas formas de transmissão.

SANGUE
Só transmite se estiver infectado e entrar dentro do nosso organismo. A principal causa de transmissão por esta via ocorre através da partilha de agulhas, seringas e outros objectos contaminados pelo VIH entre os toxicodependentes que utilizam drogas injectáveis. Embora representem um menor risco, não devem ser partilhados objectos cortantes onde exista sangue de uma pessoa infectada, mesmo que esteja já seco. É o caso das lâminas de barbear, piercings, instrumentos de tatuagem e de furar as orelhas e alguns utensílios de manicura.Actualmente todo o sangue usado nas transfusões sanguíneas é testado para o VIH antes de ser utilizado, pelo que não se deve ter medo destas situações. Também o dar sangue não é um problema, já que é utilizado material descartável e esterilizado.
SECREÇÕES SEXUAIS (esperma e secreções vaginais)
As secreções sexuais de uma pessoa infectada, mesmo que aparentemente saudável e com “bom aspecto”, podem, com grande probabilidade, transmitir o VIH sempre que exista uma relação sexual com penetração - vaginal, anal ou oral - sem preservativo. O risco é maior em relações sexuais com parceiros desconhecidos, múltiplos parceiros sexuais ou parceiros ocasionais, situações em que o uso do preservativo é imprescindível (lembre-se que as aparências podem enganar). É importante ter sempre em conta que basta uma relação sexual não protegida com uma pessoa infectada (mesmo que aparentemente saudável) para o VIH se poder transmitir.
A MÃE INFECTADA PARA O FILHO
Se a mãe estiver infectada, pode transmitir a infecção ao seu bebé através do leite. Mas não só: também pode transmitir o VIH ao filho durante a gravidez, através do seu próprio sangue, ou durante o parto, através do sangue ou secreções vaginais.

Divertir...sim...mas com cuidado..


Tudo se passa numa discoteca...quando se encontra o rapaz/rapariga mais bonito/a da pista...troca de olhares..prazer...alcool..vicio..até que se faz a primeira loucura da adolescência. Sem saber quem é ele, nem o seu passado, matas os desejos na primeira cama que encontras...duas semanas depois das de caras com quem te estragou a vida....chama-se HIV
Não corras riscos de te encontrar com ele...aproveita a vida mas com prevenção!!

Na condução do tratamento...

Na condução do tratamento de uma DST é importante o controle de cura, isto é, a reavaliação clínica e laboratorial após o término do tratamento. Algumas doenças podem persistir apesar da sensação de melhora relatada pelo paciente. Este é também um dos riscos da auto-medicação pois o controle de cura adequado deve ser feito por um médico com vivência nesta área.

“Morrer Por Amor já não se usa”


Preservativos

Existem dois tipos de preservativos o preservativo feminino e o preservativo masculino.

Os Preservativos femininos são feitos de borracha de látex natural e apresenta anéis flexíveis em ambas as extremidades. Resulta de uma combinação de um diafragma com um preservativo masculino. A extremidade fechada é inserida na vagina e adaptada à volta do colo e o anel aberto cobre os lábios. Pode ser aplicado algum tempo antes das relações para não afectar a espontaneidade.
Trata-se de uma barreira descartável que não requer treino específico e apresenta tamanho único. Este dispositivo oferece maior protecção contra as DST do que o preservativo masculino. No entanto, é um método que ainda não se encontra disponível em Portugal.

O Preservativo masculino trata-se de uma membrana fina e extensível para cobrir o pénis. Apresenta diferentes e características relativas ao material, forma, lubrificante e espermicidas.
A membrana é colocada no pénis em erecção antes da penetração ou perda de gotas de sémen antes da ejaculação. O preservativo impede que o esperma entre em contacto com o colo. Os preservativos com espermicida produzem uma imobilização rápida dos espermatozóides ejaculados, o que aumenta a eficácia contraceptiva.
Apresenta uma taxa de insucesso de 12% nos utilizadores típicos e de 2% nos utilizadores habituais e que o aplicam correctamente.
Tem como vantagens o ser seguro, não apresentar efeitos colaterais e estar facilmente disponível e a protecção contra as DST.
Tem a desvantagem de ter de interromper a relação sexual para a sua colocação, a sensação pode ser alterada e o poderem-se rasgar durante a relação sexual.

01 Março, 2006

Preservativo - regras básicas

25 Fevereiro, 2006

A 1ª vez.....

A 1ª vez de quê? Existem muitas 1ªs vezes na experiência amorosa! O primeiro beijo, a primeira carícia, a primeira vez que nos encontramos nus à frente de alguém...a primeira relação sexual.
Queremos que tudo corra na perfeição, que aquele seja o momento perfeito. Preocupamo-nos em agradar ao outro, queremos ser desejados e desejar. Nascem inquietações, ansiedades: será que ele vai gostar de mim, qual o contraceptivo que devemos usar, será que ela me acha bonito, devo usar preservativo? Quando todas estas dúvidas nos inquietam, podemos cair no erro de esquecer o diálogo.
É importante falar sobre o que gostam o que não gostam, sobre os vossos desejos e ansiedades. Este é um caminho gratificante e não compensa queimar etapas que escondem tantas sensações bonitas. Convém ensaiar, experimentar, partilhar angústias e ansiedades. E pensar que o que é novo e diferente não tem de ser mau, pode não ser exactamente como foi sonhado, mas à medida que a intimidade aumenta também podem sempre procurar novas emoções e desejos.

Pensamento

Sexualidade é:
“(...) uma energia que nos motiva para encontrar amor, contacto, ternura e intimidade; ela integra-se no modo como nos sentimos, movemos, tocamos e somos tocados; é ser-se sensual e ao mesmo tempo ser-se sexual. A sexualidade influencia pensamentos, sentimentos, acções e interacções e, por isso, influencia também a nossa saúde física e mental”,

(Sexualidade, Planeamento Familiar e Reprodução, 2001,pág.9)

“ (...) o Homem é um ser sexuado; a sexualidade mediatiza todo o nosso ser.” López e Fuertes (1999, p.7)

Doenças sexualmente transmissiveis

Doenças sexualmente transmissiveis

Gonorréia

Corrimento amarelado (pus) que sai do pênis, causando ardor para urinar, apresentando mau cheiro. No caso das mulheres, 70% não apresenta sintomas. No caso das mulheres que apresentam sintomas, eles são semelhantes aos dos homens.

Cancro Duro

Cancro duro é o nome que se dá à manifestação inicial da sífilis. Aproximadamente entre o décimo e o trigésimo dia, após o contágio, surge nos genitais uma ferida que não dói, não coça, não arde. A ferida desaparece espontaneamente, após um prazo, entretanto a doença continua a progredir e ser transmitida.

Sífilis

Doença causada pela bactéria Treponema pallidum, capaz de infectar qualquer órgão ou tecido. A bactéria atinge o organismo através de pequenas lesões na pele, nas mucosas, ou pela corrente sangüínea. Após a primeira fase, do cancro duro, cerca de dois meses após o sumiço da ferida, aparecem manchas avermelhadas em toda a pele, nas palmas das mãos e nas plantas dos pés. Caso não seja tratada, depois de alguns anos, pode afetar o cérebro, o coração e outros órgãos. Quando uma mãe, com sífilis, passa a doença para o bebê, chama-se sífilis congênita, que pode trazer sérias complicações de saúde à criança.

Herpes Genital

O herpes inicia-se com coceiras, seguidas de ardor nos órgãos genitais. Posteriormente, surgem pequenas bolhas, que estouram e se transformam em pequenas lesões dolorosas. Estas desaparecem espontaneamente, após um prazo aproximado de dez dias. Entretanto as lesões retornam, ciclicamente, sem tempo definido, principalmente se o portador tem uma baixa no seu sistema imunológico, que pode ser causada por stress, desgastes emocionais ou físicos, exposição excessiva ao sol, alimentação inadequada. Médicos advertem que não existem remédios capazes de curar o herpes.

Clamidíase

Também conhecida como uretrite ou cervicite inespecífica e uretrite não-gonocócica, a Clamidíase é caracterizada por corrimento uretral escasso, translúcido. Pode, no entanto, ser reconhecida apenas pelo ardor uretral ou vaginal, muitas vezes o único sintoma. Raramente a secreção pode ser abundante e purulenta. Se não tratada, a Clamídia pode permanecer por anos contaminando as vias genitais dos pacientes. Mesmo sem sintomas, o portador segue transmitindo a doença. A Clamidíase é uma das doenças mais comuns entre as mulheres e pode ser de difícil diagnóstico: localiza-se no colo do útero e é, muitas vezes, assintomática. Sendo assim, junto com a Gonorréia, a Clamidíase pode ter por complicação a doença inflamatória pélvica, que vem a ser uma das causas de mortalidade feminina.

Tricomoníase

Doença causada por um protozoário e transmitida sexualmente, a Tricomoníase localiza-se, na mulher, na vagina ou em partes internas do corpo e, no homem, só nas partes internas. Os principais sintomas são o corrimento amarelo-esverdeado, volumoso, com mau-cheiro, dor durante o acto sexual, ardência e dificuldade para urinar e coceira nos órgãos sexuais. O tratamento deve ser para o casal.

Cancro Mole

Surgimento de uma ou mais feridas dolorosas, com pus, mau cheiro, no pênis, no ânus ou na vulva. As feridas podem apresentar sangramento. Além disso, podem surgir gânglios na região da virilha, que se estiverem inflamados podem soltar pus.

Candidíase

A Candida Albicans é uma das muitas espécies de fungos e a mais comum a provocar uma infecção genital. Habita além da mucosa vaginal, o estômago, intestino, pele e boca, causando corrimento branco e espesso, coceira e ardência. Sabe-se que algumas situações favorecem o surgimento da infecção: actividade sexual, alguns antibióticos, anticoncepcionais, a gravidez, a menopausa, desequilíbrios hormonais, situações de stress, roupas sintéticas muito justas, etc. A Candidíase é uma das doenças femininas mais comuns, sendo observada inclusive entre crianças e idosas.

Hepatite B

Doença que causa a infecção do fígado com o vírus da Hepatite do tipo B. O vírus pode ser transmitido pelo sangue, sêmen e secreções vaginais e, até, pela saliva. Os sintomas mais comuns, dentre outros, são: falta de apetite, febre, vômitos, náuseas, diarréia, icterícia, dores articulares. Convém destacar que a hepatite pode trazer uma série de consequências, como: a hepatite crônica, cirrose hepática, coma hepático e, até mesmo, a morte. Infelizmente, não existem remédios para combater diretamente o agente da doença. Todavia, pode-se tratar dos sintomas. Embora não se deva ingerir bebidas alcoólicas, não há nenhuma restrição alimentar.

Úlceras Genitais

Feridas que aparecem no local onde o agente causador da doença entrou no organismo (pênis, vagina, ânus, boca). As lesões possuem aspecto de pequenas bolhas de tamanho e duração variados, que podem ou não causar dor.